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Mostrando postagens de outubro, 2014

Aos jovens ricos, benevolência. Aos pobres, pelourinho e bala

Um grupo de jovens, em sua maioria da classe média alta carioca, foi preso, nesta quinta (30), pela Polícia Civil acusado de tráfico de drogas e porte ilegal de armas. Também estariam envolvidos em roubo de automóveis, tentativas de homicídios, estupros, enfim, vida honesta. Segundo a polícia, os jovens atuariam como justiceiros na Zona Sul do Rio de Janeiro. O rapaz negro que foi acorrentado nu e pelo pescoço a um poste, no início do ano, acusado de cometer crimes teria sido vítima desse grupo. Antes de mais nada, este não é um texto conclamando ao linchamento desse grupo de jovens. Isso seria de uma idiotice sem tamanho. Nem é sobre eles, a bem da verdade. Mas sobre o fato de que a classe média alta, na qual, eu, caviar, me incluo, demonstra reações diferentes dependendo dos envolvidos na história. Vamos por partes. Os repetidos casos de violência gerados por jovens da classe média alta brasileira e a forma aviltante com a qual têm sido tratados adolescentes negro

Por dentro da guerra evangélica contra as religiões de matriz africana no Rio de Janeiro

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  Recentemente, alguém jogou uma bomba dentro de  um terreiro em Porto Alegre . Não foi um evento isolado. Ataques contra praticantes das religiões de matriz africana estão aumentando em todo país. Uma das situações mais graves acontece no Rio de Janeiro, onde, em muitas favelas, igrejas evangelizaram os chefes do tráfico e os pressionam a acabar com terreiros e outras manifestações da cultura afro-brasileira nessas comunidades. Um estudo da PUC-Rio e do Governo do Estado  aponta a existência de 847 terreiros no Estado . Desse montante, 430 sofreram atos de discriminação e 132 já foram atacados por evangélicos. por Brian Mier; Fotos por Matias Maxx Certa noite, eu estava em um baile funk, dentro de uma comunidade controlada pelo tráfico, cercado por pessoas bêbadas e chapadas. Em um determinado momento, a música parou para deixar um pastor evangélico subir no palco e liderar milhares de pessoas em uma oração. Eu pensei: se o candomblé é, como muitos evangélicos acred

Já foi explícito

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Por Mauro Malin em 15/10/2014 na edição 820 Escreve um leitor do Observatório da Imprensa : “Eu nunca vi, na história desse país, a mídia, sob a escusa de informar, fazer campanha eleitoral ostensivamente”. Admita-se que, por falha de digitação, tenha ficado de fora o advérbio “tão”: “tão ostensivamente”. Com ou sem o advérbio faltante, o leitor está enganado. Ou é muito jovem, ou se esqueceu de fatos passados. Talvez caiba até a constatação contrária: a mídia jornalística faz cada vez menos campanha ostensiva para candidatos. Repita-se pela enésima vez que os jornais nasceram completamente partidários. No Brasil, para citar um caso notório do século 20, Carlos Drummond de Andrade, em Belo Horizonte, antes de ir morar no Rio de Janeiro, foi redator e editor do Diário de Minas , do Partido Republicano Mineiro. Censura Nos períodos em que imperou a censura (1937-1945 e 1969-1976) não havia espaço para jornais e revistas partidários, em alguns m

Violência contra a mulher vira tema de samba-enredo da Mangueira

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Escola destaca mulheres no enredo e faz adesão às campanhas “O Valente não é Violento” e “Pequim+20 – Empoderar as Mulheres. Empoderar a Humanidade. Imagine!”, com ações em projetos sociais e culturais no período 2014-2015 Artigo da ONU Mulheres Samba-enredo da Mangueira Em 2015, a Estação Primeira de Mangueira levará para a Marquês de Sapucaí os direitos das mulheres e a luta delas pela igualdade de gênero. No próximo sábado (11/10), no Rio de Janeiro, a escola de samba carioca anunciará a nova parceira para o carnaval 2015: a ONU Mulheres Brasil. 2015 é o Ano das Mulheres na Mangueira Em feijoada em homenagem à agência das Nações Unidas, a escola de samba assumirá o reforço à  campanha “O Valente Não é Violento” , da ONU, voltada a homens e meninos. Com ações para educadores e formadores de sua comunidade, a Mangueira pretende incentivar o apoio masculino à igualdade de gênero e ao enfrentamento à violência contra mulheres e meninas. “Ao eleger 2015 como

As resistências dos Quilombos no Brasil

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   Ultrapassando a ideia de que quilombo se configura meramente como uma área delimitada e habitada por descendentes de escravos, a Associação Brasileira de Antropologia propõe pensar quilombo a partir de práticas de resistência e experiências que constroem uma trajetória comum, sem a necessidade da construção de um espaço propriamente demarcado por Fernando Bueno Oliveira   para o  J ornal Opção No Brasil, diversas pesquisas direcionadas aos quilombos brasileiros já foram concluídas e várias outras estão em fase de execução. Mesmo diante de tão volumoso número de produções, o que se percebe, ainda, mesmo na universidade, é que, em alguns casos, persistem referências simplistas sobre quilombos. No imaginário social prossegue a definição de que os quilombos contemporâneos se configuram meramente como um agrupamento de negros formado por descendentes de escravizados fugitivos, em geral, das zonas canavieiras, mineradoras e cafeeiras que no Brasil existiram

#SalaSocial: As divisões políticas estão alimentando o preconceito?

Acontece agora Notícias ao vivo 1308 Bruno Garcez, Editor de mídias sociais Boa tarde! Assim que começou a apuração de votos das eleições 2014 nas regiões Norte e Nordeste, no dia 4 de outubro, onde a candidata do PT, Dilma Rousseff, teve votação bem superior à do rival, Aécio Neves, pipocaram nas redes sociais comentários como estes aqui. De lá para cá, surgiram ainda mais manifestações de preconceito. O #salasocial de hoje

O modernismo paulista e sua visão racista do país

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Luiz Eduardo Brandão  Do Jornal da Unicamp , via Vi o mundo : a desmistificação da Semana de Arte Moderna de 1922 e da "revolução" paulista de 1932. Carlos Berriel: A origem da “superioridade racial” dos paulistas e a eterna defesa do Convênio de Taubaté publicado em 6 de agosto de 2013 às 21:16 Planalto garantiu “preservação” dos paulistas contra invasão, pensava Paulo Prado Da ficção historiográfica ao paulista
 como ‘raça superior’ por Carlos Orsi, no Jornal da Unicamp, sugerido por Ana Cláudia Romano Ribeiro, no Facebook A Semana de Arte Moderna de 1922 foi, no plano ideológico, a iniciativa de uma “oligarquia racista, reacionária e ao mesmo tempo modernista”, para servir aos interesses de classe da elite cafeicultora e a um projeto de hegemonia paulista, que via o Brasil como uma colônia a ser explorada pela metrópole de Piratininga. Mesmo autores como Mário de Andrade foram próximos a esse projeto, cuja justificativa é construída no livro Retrato d

Congresso eleito é o mais conservador desde 1964, diz Diap

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