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Mostrando postagens de Agosto, 2014

Abertura de Simpsons assinada por Banksy protesta contra o trabalho escravo

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A famosa introdução de “Os Simpsons” sempre trás um final diferente e divertido e no último dia 10 de outubro nos EUA foi exibida uma versão super interessante e polêmica.
Assinada por Bansky, um fenomenal artista que surgiu no underground londrino, a introdução mostra trabalhadores orientais e crianças produzindo bonecos e dvds de Os Simpsons em condições de escravidão.

Banksy acertou em cheio e criou um roteiro que critica o sistema de produção mundial de produtos para merchandising. Milhares de itens são produzidos por pessoas em situações degradantes e análogas a escravidão um problema que assola o mundo e que é esquecido sob os números de uma economia que não inclui as pessoas em sua balança.

Este problema também existe no Brasil e como já relatado aqui no blog no artigo: “Escravidão é flagrada em oficina de costura ligada à Marisa”.

A única saída pra esta situação absurda é nós consumidores exigirmos das empresas produtos livres de trabalho escravo e repensarmos o …

Africa - Palavra Cantada

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Como as pessoas do século passado imaginavam o mundo atual? Veja em imagens feitas por artistas há mais de 100 anos

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Como as pessoas do século passado imaginavam o mundo atual? Veja em imagens feitas por artistas há mais de 100 anos É preciso dar asas à imaginação para projetar o mundo daqui a 100 anos. Para as mentes de 100 anos atrás talvez fosse ainda mais difícil, já que naquele tempo não existiam tecnologias que hoje fazem parte de nossa vida cotidiana. Isso fica bem evidente com a descoberta de uma coleção de desenhos futuristas de grande valor histórico de Jean-Marc Côté, entre outros artistas franceses, realizados entre 1899 e 1910, sob o título “França no ano 2000”. Muitas das imagens que compõem o acervo foram originadas de um grande acontecimento da virada do século: a Exposição de Paris de 1900. Dela participaram diversos artistas que, sob a influência da chegada de uma nova era, expressaram sua perspectiva do que seria o futuro.
Os desenhos misturam momentos de grande lucidez antecipatória, com alguns erros que, atualmente, parecem saídos de uma imaginação bastante inocent…

Globo ensina Marina Silva a ser aceita pela Globo

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A morte de um presidenciável e a farsa eleitoral

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Ano XIII, nº 136, 2ª quinzena de Agosto de 2014 Fausto Arruda

Noves fora o drama humano que representou o trágico acidente no qual perderam a vida o candidato a presidente Eduardo Campos, quatro pessoas de sua equipe e os dois pilotos, a disputa da farsa eleitoral, do ponto de vista de uma eleição de Partido Único com quatro sublegendas, segue em frente.
Enquanto as equipes de busca procuravam juntar os restos mortais do presidenciável extinto, o monopólio de imprensa desfilava em suas páginas e em seus canais televisivos um verdadeiro show de hipocrisia e enxurradas de lágrimas de crocodilo. Tudo na ávida tentativa de transformar o pranteamento do morto em vantagem eleitoral a seu favor. Especialmente Luiz Inácio, Dilma Rousseff e Aécio Neves. Neste tema, a história do velho e podre Estado brasileiro está repleta de páginas em que mortes trágicas foram utilizadas para manipular o sentimento das massas, muitas vezes provocando viradas no rumo das pesquisas e do própri…

Senso Incomum: Perigo da criminalização judicial e quebra do Estado Democrático de Direito

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O alerta de Alessandro Baratta: afinal, o que queremos?
No final dos anos 1990, o grande criminólogo Alessandro Baratta esteve em Porto Alegre participando de um simpósio sobre criminologia e feminismo. Em pauta a violência contra as mulheres e minorias. As mulheres presentes, a expressiva maioria professando um pensamento progressista, tinham um objetivo: criminalizar duramente os delitos desse jaez. Baratta, homem de militância progressista, no início de sua conferência, fez a seguinte reflexão: neste congresso demonstramos um alto grau de esquizofrenia. Em sentido amplo, todos queremos um direito penal mínimo e o máximo de liberdade; todavia, quando atingidos pela situação, ou seja, em sentido estrito (referindo-se às mulheres e minorias), queremos o mais alto de punição. Assim, ao mesmo tempo manifestamos a nossa descrença no direito penal e entoamos uma ode em seu louvor, pugnando pelo máximo de punição. Afinal, perguntou: “o que queremos”?[1]
Passados tantos anos, …

Quem tem medo de Marina?

Viúva política de Eduardo Campos, a coerência dela assusta a quase todos. Não é normal no Brasil RUTH DE AQUINO 15/08/2014 21h38
Os olhos de Marina Silva falaram muito na semana passada. Sombrios, avermelhados, estavam ora cabisbaixos, ora elevados ao céu em conversa particular com seus santos. Nenhuma maquiagem. Acima dos olhos, as sobrancelhas espessas, sem depilação. Abaixo dos olhos, as olheiras escuras, sem disfarce.

O coque, a echarpe preta, a austeridade, sem choro ou afobações. Maria Osmarina Marina Silva Vaz de Lima, nascida no Acre em fevereiro de 1958, filha de seringueiros migrantes cearenses, contaminada por mercúrio aos 6 anos, analfabeta até os 16, aluna do Mobral, ex-empregada doméstica, formada em história, sobrevivente de malárias, hepatites e uma leishmaniose, continua a mesma. É evangélica, sempre se despede com um “vá com Deus”, mas não busca abertamente o voto dos crentes. Essa coerência assusta a qu…

EDUARDO CAMPOS (1965-2014) O imponderável assombra a imprensa

O imponderável assombra a imprensa Por Luciano Martins Costa em 14/08/2014 na edição 811 Comentário para o programa radiofônico do Observatório, 14/8/2014
A morte trágica do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos interrompe o processo político iniciado com a série de entrevistas de candidatos  à Presidência da República no Jornal Nacional da TV Globo. Campos foi surpreendido pela tragédia quando ainda estava celebrando o que considerava um bom desempenho diante da bancada que conta com a maior audiência entre os telejornais. Alguns analistas já ponderavam que esse seria o ponto zero de sua candidatura, empacada em torno de 8% nas pesquisas de intenção de voto.
Curiosamente, a fatalidade pode alavancar para um novo patamar a alternativa representada por Eduardo Campos, se seu partido, o PSB, optar pela solução natural de colocar na cabeça de chapa a ex-ministra Marina Silva. Marina partiria com um patrimônio de 20%, equivalente ao melhor índice alcançado pelo outr…

Um Egito Negro incomoda muita gente

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A lista de mulheres reais egípcias representadas por atrizes brancas é praticamente infindável. Pensemos apenas nas cleópatras desde Helen Gardner, Theda Bara e Claudette Colbert. Passando por Vivien Leigh e Sophia Loren, Lyz Taylor e Monica Bellucci até Kate Perry e agora… Angelina Jolie, que já foi mostrada como uma blackface sempre é bom lembrar. O produtor do filme declarou que a atriz tem o ~visual perfeito~ insistindo na farsa de que Cleópatra era branca. Bastante apropriado agora que foi comprovado que a rainha era de fato ~negra~. Sigamos.

Há quem diga com bastante cinismo que pensar num Antigo Egito Negro é ~tudo confusão com os núbios~, uma civilização negra também próxima ao Nilo. ~Não eram negros, mas brancos de pele morena~. Sim, nesses termos e com essas palavras, pode pesquisar. Parece coisa do século 19 mas não é. Um erro dessa natureza e magnitude não acontece por má fé ou ignorância, só a irresponsabilidade intelectual e o racismo explic…

10 fotografias que retratam a História do Brasil de uma maneira que você não está habituado

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Cabeças decapitadas do temido bando de cangaceiros de Lampião, elas foram expostas ao público após uma emboscada que matou 11 dos 34 membro do grupo, incluindo Lampião e Maria Bonita. Eles foram alvejados a tiros de metralhadora em uma madrugada chuvosa em um esconderijo no sertão de Sergipe, foto de 1938.

Quando você pensa em História do Brasil, o que vem a sua cabeça? É comum ter como resposta qualquer coisa como "um país pacífico e cordial de histórias cheias de politicagens pouco interessantes". Um olhar mais atento sobre alguns acontecimentos e dados pode revelar, para o bem ou para o mal, exatamente o contrário: somos um país extremamente violento e com episódios históricos assombrantes.


O palco da desigualdade também revela números apavorantes: um terço de todos homicídios do continente americano acontecem aqui, somos responsáveis por 10% de todos os assassinatos do mundo. Décadas após o fim do regime militar, tornamo-nos o primeiro país no ranking de medo d…