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Mostrando postagens de Junho, 2014

Cultura: fotógrafa da Costa do Marfim faz exibição sobre a tradição da escarificação

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Natalia da Luz
Rio – As marcas da cultura estão em todas as partes do mundo. O que para um grupo pode ser visto com absoluta normalidade, para outro, pode ser olhado com estranhamento. Essa sensação pode ser sentida com inúmeras formas de alterar ou de acrescentar adereços ao corpo. Em algumas regiões do mundo, principalmente, em alguns países africanos, as marcas nos rostos falam muito da identidade, da tradição e contam a história de uma comunidade. Nascida em Abidjan, Costa do Marfim, a fotógrafa Joana Choumali dedicou o seu último trabalho – Haabre (que significa escarificação em , uma das línguas de Burkina Faso) – a pesquisar as marcas chamadas de escarificação, que ganham diferentes nomes em outras regiões da África. - Em primeiro lugar, eu escolhi esse trabalho para responder às minhas próprias perguntas, porque notei que as pessoas com escarificações, tão comuns quando eu era criança, eram cada vez mais raras. Então, eu comecei a fazer perguntas para as pessoas…

Em 27 de junho de 1964, há 50 anos, a primeira mulher negra era coroada miss no Brasil

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A carioca Vera Lúcia Couto enfrentou o racismo, subiu na passarela e recebeu a faixa de Miss Guanabara há 50 anos. Foi a primeira miss negra eleita no Brasil. Em 27 de junho de 1964, na passarela, ela ouviu gritos, vaias e outras manifestações racistas. “Eu sabia que eu estaria representando uma raça, então, isso me deu muita força para enfrentar o que veio”, disse em entrevista ao Repórter Brasil, na TV Brasil. “Tinha uma moça que gritava, corria por entre as mesas, dizendo ‘sai dai sua criola, seu lugar é na cozinha’”, relatou. Quando venceu o concurso, ela revela que o sentimento foi apenas um: medo. A carreira de Vera Lúcia não parou no concurso de Miss Granabara. Ela conquistou o segundo lugar no Miss Brasil e o terceiro no concurso de Miss Beleza Internacional. A ela é dedicada a música Mulata Bossa Nova, de João Roberto Kelly.
http://www.geledes.org.br/em-27-de-junho-de-1964-ha-50-anos-primeira-mulher-negra-era-coroada-miss-brasil/

Artigos e Debates (marxismo contemporâneo brasileiro)

Considerações sobre o revisionismo do marxismo contemporâneo brasileiro inShare Algumas considerações sobre as posições revisionistas (oportunistas) do marxismo no Brasil de Hoje
Por Anita Leocadia Prestes
"...tornou-se emblemática a frase pronunciada em 1930 por Antônio Carlos Ribeiro de Andrada, um dos grandes oligarcas de Minas Gerais: 'Façamos a revolução antes que o povo a faça'" V. I. Lenin, em sua época, mostrou que as tendências revisionistas do marxismo, embora reconhecessem formalmente a teoria do socialismo cientifico, na realidade constituíam uma forma da luta da ideologia burguesa contra as ideias revolucionárias. Segundo o grande artífice da Revolução Russa de 1917, isso revelava a força do marxismo. “A dialética da história é tal – escrevia Lenin – que o triunfo teórico do marxismo obriga seus inimigos a disfarçar-se de marxistas. O liberalismo apodrecido internamente tenta renascer sob a forma de oportunismo socialista”[1].
As palavras de …

Os Príncipes e o tesouro

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Livro infantil mostra história de amor entre dois príncipes e princesa que se recusa a casar 27.06.2014 | Texto: Rita Lisauskas, do blog Ser mãe é padecer na internet (*) Reprodução

“Os Príncipes e o tesouro”, do professor universitário Jeffrey A.Miles, é um dos primeiros livros infantis com temática gay da história. Tudo começa como um conto de fadas típico: o Rei decide que está na hora da filha, Elena, “encontrar um marido”. Mas as semelhanças param por aí. A princesa, logo avisa o pai: “Eu não estou pronta para casar!” Elena é sequestrada por uma bruxa e o Rei, desesperado, lança um desafio aos súditos: Quem salvar a princesa ganhará “a mão” dela. Dois lindos homens começam a busca – não porque querem se casar e sim porque adoram um desafio. Enfrentam vários perigos e se apaixonam. Resgatam Elena, que confessa: quer tudo na vida, menos se casar com um príncipe. O final é feliz: Gallant e Earnest se casam, com direito a cerimônia religiosa.  A história é classificada com…

A África nas Histórias em Quadrinhos (2ª parte)

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Quadrinhos e neocolonialismo: Heróis e super-heróis na África e na Ásia
As histórias em quadrinhos ajudaram a popularizar uma visão estereotipada e fantasiosa da África e da Ásia. Entre essas histórias, merecem destaque as aventuras dos heróis Tarzan, Mandrake, Fantasma, Jim das Selvas e Pantera Negra. Os três primeiros foram criados quando a Grã-Bretanha ainda possuía um império colonial, o último quando vários países africanos e asiáticos já haviam se declarado independentes.
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História em quadrinhos: um modo descontraído de estudar História11 fotos4 / 11 Os Estados Unidos entraram na Segunda Guerra Mundial em dezembro de 1941, mas o Capitão América já estava enfrentando Hitler e Mussolini havia alguns meses. Ele foi o primeiro super-herói engajado e seu arqui-inimigo era o Caveira, um supervilão nazista. Mas o Capitão não ficou sozinho na luta contra as potências nazifascistas. Sabia que outros heróis vieram ajudá-lo? Leia maisReprodução Tais histórias em quadrinho…

A mídia e a exploração sexual da mulher.

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Musa não joga, não torce e não apita Em plena Copa do Mundo, são muitos os portais de notícias que criam concursos, matérias e galerias de imagens com o fim de selecionar mulheres consideradas “musas” das torcidas. Essa é uma prática recorrente, que não se limita aos campeonato da FIFA; pelo contrário, é comum que torcedoras que se encaixam nos padrões de beleza sejam “peneiradas” na multidão e exibidas para a apreciação masculina Por Jarid Arraes, do Portal Fórum Em plena Copa do Mundo, são muitos os portais de notícias que criam concursos, matérias e galerias de imagens com o fim de selecionar mulheres consideradas “musas” das torcidas. Essa é uma prática recorrente, que não se limita aos campeonato da FIFA; pelo contrário, é comum que torcedoras que se encaixam nos padrões de beleza sejam “peneiradas” na multidão e exibidas para a apreciação masculina. Isso acontece com absolutamente qualquer mulher vagamente envolvida com os jogos, incluindo as parceiras dos jogadores,…

A campanha Chega de Fiu Fiu

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Sobre a Campanha:

Ninguém deveria ter medo de caminhar pelas ruas simplesmente por ser mulher. Mas infelizmente isso é algo que acontece todos os dias. Pouco se discute e quase nada se sabe sobre o tamanho e a natureza do problema. A Chega de Fiu Fiu foi criada para lutar contra o assédio sexual em locais públicos. Mas queremos aqui também lutar contra outros tipos de violência contra a mulher.

Informações:

A Central de Atendimento à Mulher recebe denúncias de casos de violência. Basta ligar 180. A Secretaria de Políticas para as Mulheres também recebe depoimentos: ouvidoria@spm.gov.br / spmulheres@spmulheres.gov.br

Foi assediada?

Você foi assediada? Sofreu ou testemunhou algum tipo de violência? Sua contribuição é muito importante - para você e todas as mulheres. Neste site, você pode se sentir segura. Há a possibilidade de enviar informações anonimamente. Seus dados pessoais, como e-mail e IP, não serão revelados.


http://chegadefiufiu.com.br/

A mulher brasileira existe, mas não para satisfazê-los

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Copa do Mundo sediada no Brasil significa, mais que os jogos e a torcida pela conquista de um troféu, a vinda de turistas de todos os lugares do mundo. Estrangeiros que, antes mesmo de pisar em solo brasileiro, muitas vezes já têm uma ideia do que vão encontrar: futebol, samba, festa, gente cordial, caipirinha e mulheres.

A “beleza” e “sensualidade" da mulher brasileira são vendidas como um atrativo, quase como um patrimônio nacional, tirando o fato de que estamos falando de pessoas, e não de cachoeiras ou conjuntos arquitetônicos. Enquanto isso pode ser visto por muitos com orgulho, mais um quesito para sermos “melhores” do que os outros, acho preocupante e até perigoso que sejamos retratadas para o resto do mundo desta forma.   Uma amiga foi assediada na rua por estrangeiros que vieram para a Copa. Outro estrangeiro achou por bem agarrar e beijar uma repórter, enquanto ela trabalhava, de forma que ela não teve sequer escolha se queria ou não aquele contato físico.…

Um confronto no sertão brasileiro em pleno século XIX: 15 raras fotografias da Guerra de Canudos

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Membros da Divisão de Artilharia Canet posando para foto na cidade de Monte Santo, base das operações do exército brasileiro na Guerra de Canudos. Na foto estão as temidas "matadeiras", apelido dado aos canhões Withworth 32, usados na última expedição militar enviada a Canudos, 1897 (Flávio de Barros/Acervo Museu da República). O sertão nordestino possui uma paisagem muito particular e hostil. Desde os tempos do Império se discute formas de como solucionar a miséria daqueles que habitam a região, entretanto, até hoje muito pouco se fez por essas pessoas. Foi neste cenário de descaso que uma figura mística conseguiu reunir dezenas de milhares de seguidores e fundar no antigo povoado de Canudos o Arraial de Belo Monte. Lá, se desenvolveu um sistema autossuficiente baseado em cooperativismo. O sucesso de Belo Monte se tornou cada vez mais evidente quando seus habitantes passaram a ir a outras cidades vender excedentes de produção, tornando-se o centro econômico de…