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O que é ser menina no Brasil? – Desigualdade de gênero desde a infância

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  Desde que a entrada da mulher no mercado de trabalho se consolidou, nos acostumamos a ouvir a expressão “jornada dupla”. Ela serve para explicar que a mulher trabalha fora de casa e quando volta ainda tem que realizar todas as tarefas de casa, diferentemente dos homens que, em geral, assumem bem menos atividades no lar. O que revela uma pesquisa inédita realizada pela Plan, organização internacional que atua na defesa de direitos da criança, é que essa jornada dupla feminina, no Brasil, começa já na infância. POR ELIZIANE LARA no  Oficina de Imagens Fotografias: Bruno Vilela Intitulado “Por ser menina no Brasil: crescendo entre direitos e violências”, o estudo ouviu 1.771 meninas de 6 a 14 anos nas cinco regiões do país e constatou uma desigualdade gritante na distribuição de tarefas domésticas entre meninas e meninos. Para se ter uma ideia do tamanho desse abismo, 81,4% das meninas relata...

DECADÊNCIA DA CULTURA BRASILEIRA

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Por Luis Fernando Veríssimo Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço. A nova edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência. Dizem que Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros… todos na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterossexuais. O BBB é a realidade em busca do IBOPE. Veja como Pedro Bial tratou ...

Hegemonia estadunidense: ascensão ou declínio?

José Rubens Mascarenhas de Almeida* Resumo: Retomamos o debate acerca do declínio – ou não – do império estadunidense, que ocorreu, sobretudo, nos anos 1990, a partir das análises de uma série de autores críticos e pró-estadunidenses, numa conjuntura em que a economia daquele país passava por curtos ciclos de crescimento e crises cada vez mais longas. A crise capitalista atual extrapola seus aspectos financeiros e, na tentativa de superá-la, os gastos são astronômicos e ocorrem em curtíssimos lapsos de tempo. Nesse contexto, a simbiose entre a hegemonia estadunidense/capitalismo transnacionalizado demonstra que a crise de um é inseparável da crise do outro. Palavras-chave: Hegemonia. Imperialismo. Transnacionalização. O debate sobre se há ou não um declínio do império estadunidense ainda é uma questão que se repõe de modo bastante candente. Apesar de ter se dado nos anos 1990, quando uma série de autores pró-estadunidenses e críticos renomados o levantaram numa conjunt...

O dilema do jornalismo: quem paga a notícia?

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Em um relato sobre a trajetória do jornalismo, Ricardo Ebling, em artigo para o 247, destaca a diminuição dos veículos e dos profissionais de redação e o aumento das empresas de assessoria; jornalista diz que as assessorias, que "não têm limitações financeiras ou de mão de obra, contratam profissionais por altos salários para fazer todo o trabalho do jornalista 'premium'", da imprensa, uma vez que os veículos não possuem "força de trabalho para cumprir as sugestões" de pauta; "O desequilíbrio ocorrido entre as partes envolvidas no mesmo negócio pode gerar a necessidade de as assessorias começarem a pagar salários para manter jornalistas dentro das redações. Para ter com quem interagir", analisa Ebling 4 de Fevereiro de 2015 às 12:07 Por Ricardo Ebling, especial para o 247 A mão que ba...